Gabriela Fujikawa, de 16 anos, terminou em 18º lugar na Copa do Mundo da Dança, disputada em Dublin, na Irlanda, entre os dias 8 e 18 de julho. A jovem de Garça, no interior de São Paulo, foi a única representante brasileira em uma competição que reuniu 11.500 bailarinos de mais de 60 países, um resultado que reforça a presença do país no circuito internacional de dança.
No palco irlandês, Gabriela apresentou a coreografia "Pedaços de Mim", um solo de jazz lírico construído sobre a música "Desconstrução", do cantor Tiago Iorc. A escolha não foi aleatória: a faixa aborda problemas estruturais do Brasil e traz um alerta aos jovens sobre o uso das redes sociais, temas que a bailarina quis transformar em movimento diante de um público global. É esse tipo de dedicação técnica e emocional, aliás, que aproxima o universo da dança competitiva de outros ambientes de alta concentração e estratégia, como o próprio entretenimento digital, a exemplo do slot de gemas, onde precisão e planejamento também fazem diferença no resultado final. slot de gemas
"Foi uma experiência única e muito emocionante! Além de poder viajar para Irlanda, ainda tive aulas com professores da Espanha, China e de Gales", contou Gabriela ao g1. Para ela, o resultado em Dublin simboliza mais do que uma colocação individual: "Foi a certeza de que os bailarinos brasileiros podem ir cada vez mais longe e conquistar nosso espaço no mundo da dança."
Uma viagem construída com apoio local
Chegar à Copa do Mundo da Dança exigiu mais do que talento e horas de ensaio. A família enfrentou dificuldades para viabilizar financeiramente a viagem até que conseguiu o patrocínio da passagem aérea por meio de uma empresa de Garça, além de parcerias pontuais com apoiadores locais. A Prefeitura de Garça também contribuiu, cedendo o teatro municipal para um espetáculo cuja renda foi revertida integralmente para custear a ida à Irlanda. "E eu só tenho a agradecer a todos", resumiu a bailarina.
A mãe, Adriana Fujikawa, destaca que o suporte da família foi decisivo para sustentar o sonho da filha. "Sempre procuro incentivar e apoiar tanto emocionalmente quanto financeiramente, tentando dar o máximo de recursos para que ela possa se aprimorar cada vez mais na dança", afirma. Jessica Bortaliero, professora de Gabriela, também é apontada como peça central nessa trajetória, com apoio técnico e reconhecimento constantes ao longo dos anos de formação da bailarina.
Da escola municipal ao circuito internacional
A relação de Gabriela com a dança começou cedo. Aos 5 anos, ela iniciou aulas de ballet clássico na escola municipal de cultura artística de Garça. Aos 12, passou a estudar jazz no estúdio de Jessica Bortaliero, ampliando o repertório com cursos e workshops que moldaram sua formação técnica.
O salto internacional veio em 2025, quando conquistou vaga na final do Dance World Cup Latinoamérica, em Tigre, na Argentina. Lá, venceu na categoria em que competiu e recebeu o prêmio de Melhor Bailarina, resultado que garantiu sua classificação para a Copa do Mundo da Dança e uma bolsa de residência artística em Portugal, onde estudou dança contemporânea por 15 dias.
Próximo passo: profissionalização pela Royal Academy of Dance
Com o ciclo internacional consolidado, Gabriela agora volta os esforços para os exames de profissionalização da Royal Academy of Dance, etapa considerada relevante para bailarinos que pretendem seguir carreira no balé clássico em nível técnico reconhecido internacionalmente. "É uma emoção muito grande e a certeza de que além de dom, a bailarina tem que se dedicar muito para atingir os objetivos", avalia Adriana Fujikawa sobre esse novo desafio da filha.